
Meditação:
De volta à praia...
Fui a praia poucas vezes, mineira que sou... me contento com as “praias” de Minas... Mas sempre observo que Jesus e os discípulos estavam na praia.
E em uma dessas vezes Ele fez o milagre da pesca, quando Pedro, Tiago e João haviam passado a noite toda lançando as redes e não apanharam nada, Jesus disse para que eles lançassem do outro lado. E sem muita expectativa os pescadores obedeceram, sob a palavra do Mestre e, surpresos, como toda criança de Escola Dominical bem sabe... as redes vieram cheias de peixes.
Mas Jesus tinha para eles outro projeto: que fossem pescadores de homens. Ouvindo a proposta, os pescadores arrastaram os barcos para a praia, deixaram ali suas redes e foram seguir Jesus. A partir dali eles largaram suas redes na praia. E se tornaram missionários, homens de uma missão de vida maior que aquela de outrora.
Uma plena consciência da missão de vida., essa é a ideia! Qual é a nossa missão? Você e eu com certeza já sabemos. Bate lá dentro do nosso peito, de vez em quando aquele chamado, a missão que temos e já sabemos qual. Daí então a urgência de seguir nesse foco! Completar a missão.
Muitas vezes me pego querendo procurar e pegar de volta as velhas redes que Pedro Tiago e João largaram na praia. Aquelas velhas redes de trabalho não podem ser pegas de volta. Ficaram na praia com os barcos.
Às vezes, por motivos tantos como as dificuldades impostas pelo próprio sistema eclesiástico, ou algumas lideranças ineficazes ou o preconceito ou a falta de verdadeira visão do povo que se chama pelo nome de cristão, a timidez de estar na minoria e nunca na multidão... e por tantos outros motivos.... me vejo voltando àquela velha praia.... (inclusive os discípulos em questão fizeram isso após a crucificação, pensando ser o fim da missão)
Não! Mas não podemos... Isso não pode acontecer. Nem espinhos, nem pedras, nem o mal de formas variadas pode nos impedir de seguir avante.
A rede que devemos carregar é a rede da pregação... Na verdade é a Palavra em nós... para ser lançada em lugares diferentes, “do outro lado do mar”.
Esse é outro ponto que me ensina: Lançar a rede do outro lado.
Ir para outros lugares, outro lado da rua, outro lado da cidade, outro lado da sala de aula, outro lado do país, outro lado do mundo, outro lado, outro lado...
Isso te ensina como ensina a mim?? Ir do lado de lá! Como Jesus veio pra cá....
Finalmente eu oro pra que eu não perca o foco. Não me envolva demasiadamente com as “velhas redes” como Marta. Porque Jesus é minha missão. E sua também. Então clamarmos pra que não percamos a direção, nosso objetivo de vida que é partilhar o amor de Deus, apontar pra Jesus como Autor da fé e salvação... Que o Espírito Santo esteja sempre aceso em nosso coração... sem que para isso seja necessário muita emoção. Que esse avivamento seja constante, progressivo e sem interrupções...
Razão maior da Páscoa! Ele está vivo e a missão caminha! Se eu voltar àquela praia pra lembrar e somente me lembrar do Cristo comendo peixes depois da ressurreição... numa satisfação singular..... sim. Mas voltar à praia pra procurar as velhas redes, isso não. Nunca!
E é isso! Ajude-nos, Senhor!
Kenia CSMoraes/ Páscoa de 2010